31.10.08

Cai o dia


...e eu sem ti, dispo-me

de tudo que não seja desejo,

desejo do beijo seu(!),

e nua cubro-me de fantasias...

à espera que a noite venha

e encontre meus lábios

em sua boca,

transbordando amor...

em cada gota!...




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28.10.08

1 ano...



e desde então é a tua voz que,

em meio caricias e arrepios,

faz poesia no meu corpo

e amor na minha alma!

E eu,

nua de mim mesma...

sou tua!!!






...só no teu olhar

meu prazer vem refletido!

Amo você!...

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25.10.08

Trago...

sempre,refletida, nos meus olhos

a sua imagem em tons de azul,

e à flor da pele, desenhos tintos

com seu prazer multicolorido.

E enquanto aguardo-te...

nos meus labios guardo,

o gosto do seu corpo ardente!







Ainda que tu nunca mais sejas meu,ja sou pra sempre tua!

Porque em todo e qualquer sorriso meu, há algo de seu...
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21.10.08

Dor...




Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa,
navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal,
estamos diante de um espetáculo de beleza rara.

O barco, impulsionado pela força dos ventos,
vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e só podemos contemplar
um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa,
onde o mar e o céu se encontram.

Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte,
certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido ? Evaporado ?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.

O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma
capacidade que tinha quando estava próximo de nós.

Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de
destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.

Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante
em que alguém diz: já se foi", haverá outras vozes,
mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".

Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor
que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível
do invisível dizemos: "já se foi". Terá sumido ? Evaporado ?

Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo...


(Esp.Victor Hugo)



18.10.08

Vem...


e deixe que tuas mãos macias

passeiem pela minha pele nua,

decorando as linhas do meu rosto

e cada traço do meu todo,

bem devagar!...

enquanto minha lingua,sedente e suave,

navega os afluentes do seu corpo

e na foz do seu prazer,

meu desejo concreto e bruto,

em rio de lavas...se liquefaz!...




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12.10.08

'Ser' criança...


Entretanto, e depois, de tanto

brincar de salto alto e maquiagem

a menina adormece e a mulher cresce,

em meio as tantas mascaras que veste...

Mas a noite,quando delas se despe,

em busca do reverso da mulher

que de repente estou...

Encontro em seu olhar,nada pudico,

a menina,sapeca,que ainda sou!...



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7.10.08



Não sei de que silêncios me falam suas ausências...

E assim, nas reticências da espera,

Suavizando latências lascivo dormências...

Mas nos passos que anunciam sua chegada,

todo meu ser

assimila os sons da intersecção desejada...

na sua presença, e tão somente,

A sua presença

Molha meu corpo

e no mesmo toque,

incendeia minha alma!




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4.10.08

Cegueira assimilada...

"Porque você não pode voltar atrás no que vê.

Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser:

até o fim de sua maldita vida, você pode recusar,

sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se

de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento

em que você vê, mesmo involuntariamente, você está

perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas

e você próprio já não será o mesmo."(C.Abreu)









Falar de amor é facil,

dificil é calar o coração,

cegar a razão...

quando sinais incitam os ais!...

2.10.08


Te quero melodia inacabada...

...e ir te compondo toque a toque,

tom sobre tom,

A cada dia um novo refrão!

Marcar seus compassos,

me perder nos teus passos...

Dançar em sintonia com seu som!





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E na maestria dessa hora,

fazer do seu corpo minha trilha sonora...

No teu ritmo...ao meu sabor!....

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