31.10.11

...

Me juraste recusa eterna,
prometeste que para sempre seria não.
Para mim sempre o nunca...
para mim a impossibilidade dos dias que não virão.

Aceitei e sabia que eu a mim não venceria.
Também sabia que a ti não,também não.
Mas vivi e em ti e de ti me alimentei.
Comi e bebi do teu alimento ao contrário, negado todo dia,
recusado sempre que de mim esvaía e em ti procurava crescer.

A isto também te recusaste,a isto também não e não.
Nem a mim, nem a cria que de mim se servia,
por mais bela e grandiosa e perfeita e inegável que fosse.

Te pedi, te implorei, roguei, rezei e adivinhei o não.
O não me disseste e achei que fazias bem, avisada que estava
mas nem por isso não sofri.
Murchei, morri.

Quis te dissuadir, te mostrar o que sentia, sinto, sentiria,
o que de ti havia em mim
e era tanto que excedia, florescia,delinqüescia.

Não vias, não vês, não verias.
Me lembraste da tua promessa do vazio, do frio,
do nada, a inquebrantável promessa do que não existiria.

Te mostrei o que já vivia e crescia, a despeito do que dizias.
Negaste haver de ti no que existia: esta vida toda, só minha.

Vasta e única,
carregando o que no mundo igual não havia,
segui,sozinha...




(Ticcia)

9.10.11

E...



quando me lembro: esse sabor que tinha

a tua boca... o eco dos teus passos...

O teu riso... os teus abraços...

Os teus beijos...

a tua mão na minha...





(morro de saudades)

...