27.7.09

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A solidão não me é prazerosa... não me basto como companhia,

preciso dos meus silêncios tanto quanto preciso

dos silêncios dos outros... a fazer eco dos meus.

Eu não basto a mim mesma pq minha matéria não cabe em mim.

Vivo de transbordamentos e avalanches

e preciso em quem transbordar.

Vivo de entregas,

vivo enquanto me dou de presente...

me ofereço...

Vivo para extrapolar minhas fronteiras

e me imiscuir em terra estrangeira.

Vivo enquanto exploro e fecundo,

vivo enquanto tomo outros territórios,

enquanto me aproprio,possuo e sou possuída...

Minha fome não se aplaca em autofagia,

preciso da carne de outro,

do sangue de outro... dos olhos de outro!...


(Patricia Antoniete)
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26.7.09

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Mas tu nunca vinhas


com a noite...


E eu,ali sentada


com casaco de estrelas!...




(C.Meireles)

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essa noite tu estás como anúncio,


PRECISA-SE!...


na página gasta da minha pele...


(Mia)


(imagem J.S.H.)


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18.7.09

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As vezes,

fico a pensar na dor do poeta

que sente,escreve,presenteia o ser amado

e nada ouve...

mas tem seu verso sussurrado em outro ouvido,

inacreditavelmente,na voz do presenteado...


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A Minha Felicidade,

depois de estar cansado de procurar,

aprendi a encontrar.

Depois de um vento me ter feito frente,

navego com todos os ventos!...






Friedrich Nietzsche

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16.7.09

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" Mulheres que geram, mas que não dão à luz...

É quase uma antítese, um paradoxo.

Não é possível,quem gera,tem que dar à luz!

Ou teria que dar à luz.

Ou deveria dar à luz.

É confuso, não é?

E são só palavras…

quando deixamos estes singelos jogos semânticos

e vivemos a realidade que eles espelham,

podemos sentir o colapso de uma ilusão,

o desmoronar de um ciclo,

a morte da liberdade da alma."




Imagem J.S.H


"excerto retirado do livro "Pacto de Silêncio"

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