Vontade de te encontrar hoje
e fazer de conta que as portas
não se fecharam na cara do sonho
que não ousaste sonhar comigo.
Vontade de sentar no mesmo banco
e te olhar nos olhos insanamente feliz
pelo simples fato de estares ali,
olhando dentro de mim
enquanto a primavera se inaugura nos galhos daquele ipê.
Vontade de ignorar todas as minhas proibições,
placas de proibido retornar
e jogar água abaixo os esforços para me manter à distância
e deitar de novo ao teu lado fingindo que é para sempre,
como fiz tantas vezes.
Vontade de me embebedar do teu cheiro
e cometer atrocidades contra o meu senso de ridículo,
contra minha sanidade mental,
contra o meu instinto de auto-preservação.
Mas não devo...
Tu és ainda uma ferida em cicatrização
na qual não se deve mexer,
um castelo de cartas instável e titubeante
com o qual todo cuidado é pouco,
uma fera selvagem parcialmente adormecida
que não convém cutucar.
Imploro,pouco convicta,para que as horas
me dissuadam do incauto propósito,
arrefeçam o incêndio dos meus sentidos
e façam com que o monstro do desejo
de mim não se aperceba.
Tarefa árdua:
preciso me convencer do contrário de mim mesma...

e fazer de conta que as portas
não se fecharam na cara do sonho
que não ousaste sonhar comigo.
Vontade de sentar no mesmo banco
e te olhar nos olhos insanamente feliz
pelo simples fato de estares ali,
olhando dentro de mim
enquanto a primavera se inaugura nos galhos daquele ipê.
Vontade de ignorar todas as minhas proibições,
placas de proibido retornar
e jogar água abaixo os esforços para me manter à distância
e deitar de novo ao teu lado fingindo que é para sempre,
como fiz tantas vezes.
Vontade de me embebedar do teu cheiro
e cometer atrocidades contra o meu senso de ridículo,
contra minha sanidade mental,
contra o meu instinto de auto-preservação.
Mas não devo...
Tu és ainda uma ferida em cicatrização
na qual não se deve mexer,
um castelo de cartas instável e titubeante
com o qual todo cuidado é pouco,
uma fera selvagem parcialmente adormecida
que não convém cutucar.
Imploro,pouco convicta,para que as horas
me dissuadam do incauto propósito,
arrefeçam o incêndio dos meus sentidos
e façam com que o monstro do desejo
de mim não se aperceba.
Tarefa árdua:
preciso me convencer do contrário de mim mesma...

(Ticcia)
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