
Já ensaiei tantas despedidas quantas foram as vezes
que me deixaste parada à margem da vida,
esperando por um ônibus que não veio...
Ensaiei discursos, retórica, figuras metafóricas,
chantagem emocional, barganha de culpa,
pedidos esfarrapados de desculpa
e mil jeitos de te fazer sentir mal...
Programei entradas triunfais e saídas magistrais,
ganchos para o telefonema que viria
caso não me implorasses pra ficar um pouco mais.
Arquitetei planos diabólicos, choros melancólicos
e um sem fim de bla bla blás piegas
e agora me pegas sem a mínima vontade
de nem te desejar boa tarde...
vai pela sombra, adeus!
(Ticcia)
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