Eu te proponho,
encontros à meia luz,em quartos de desejos
com janelas de nudez,e portas escancaradas
para receber com pompas o amor fugido dos silêncios.
Eu te proponho,
entre mordidas e beijos que ouças minha voz liberta
deixando no espaço o eco dos gritos da minha carne
ansiosa por sentir o arrepio da tua pele
quando meus dedos percorrem o caminho das tuas coxas.
Eu te proponho,
fúria, tempestade, tremores,no mar dos lençóis de seda
para eu ficar à deriva nas águas do teu prazer,
procurando no céu dos teus olhos...
cadentes estrelas kamassutreanas,
desenhando em minha mente as mais loucas posições
Eu te proponho,
não deixar o fogo amainar,
avivá-lo com as muitas achas da minha lascívia latente,
retirando as cinzas com o sopro vindo do fundo das entranhas,
expondo todas as brasas,que são momentos de loucura
ao embriagar-me em cio com teu doce licor carnal...
(Maria Hilda Alão)

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encontros à meia luz,em quartos de desejos
com janelas de nudez,e portas escancaradas
para receber com pompas o amor fugido dos silêncios.
Eu te proponho,
entre mordidas e beijos que ouças minha voz liberta
deixando no espaço o eco dos gritos da minha carne
ansiosa por sentir o arrepio da tua pele
quando meus dedos percorrem o caminho das tuas coxas.
Eu te proponho,
fúria, tempestade, tremores,no mar dos lençóis de seda
para eu ficar à deriva nas águas do teu prazer,
procurando no céu dos teus olhos...
cadentes estrelas kamassutreanas,
desenhando em minha mente as mais loucas posições
Eu te proponho,
não deixar o fogo amainar,
avivá-lo com as muitas achas da minha lascívia latente,
retirando as cinzas com o sopro vindo do fundo das entranhas,
expondo todas as brasas,que são momentos de loucura
ao embriagar-me em cio com teu doce licor carnal...
(Maria Hilda Alão)

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