9.5.09

Rumo... sem prumo...



Sou forte a maior parte do tempo e aprendi a chorar sozinha,

longe dos olhos do mundo,da curiosidade mórbida e piedade alheia.

Minhas armaduras não são impenetráveis, mas são bem resistentes.


Contudo, faz frio e é escuro aqui dentro...


Não, não resisto a chuvas e trovoadas, não sou impermeável,

nem dura na queda e, não raramente

preciso-e não acho-um colo.

Quanto mais me aproximo de tudo, mais o nada me abraça,

quanto mais em direção às estrelas, mais perto do vácuo.

De quase te tocar,meus dedos queimam a ausência da tua pele,

de tanto te imaginar,meus olhos ardem sem teus contornos,

de tanto desejar altura e permanência,

despenco rumo ao nunca...







(Patricia Antoniete)

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