Porque já não quero asas,
o mundo do ar,
das infinitas suspensões e interregnos.
Porque preciso de terra e de formigas,
Porque preciso de terra e de formigas,
umidade de chão e charco, folhas caídas,
momentos fecundos.
Porque em mim,
momentos fecundos.
Porque em mim,
estanca-se o tempo de aguadas,
as correntes se invertem,
os barcos ancoram
e se faz hora de remendar as redes,
pés descalços no agora.
Porque preciso reinventar o sonho,
Porque preciso reinventar o sonho,
costurá-lo miúdo em princípio,
alinhavar pequeno
bordar no início,
começar de dentro...
a nova rosa dos ventos!
(Patricia Antoniete)
(Patricia Antoniete)
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