4.5.09

(re)Significando


Porque já não quero asas,
o mundo do ar,
das infinitas suspensões e interregnos.

Porque preciso de terra e de formigas,
umidade de chão e charco, folhas caídas,
momentos fecundos.

Porque em mim,
estanca-se o tempo de aguadas,
as correntes se invertem,
os barcos ancoram
e se faz hora de remendar as redes,
pés descalços no agora.

Porque preciso reinventar o sonho,
costurá-lo miúdo em princípio,
alinhavar pequeno
bordar no início,
começar de dentro...
a nova rosa dos ventos! 

(Patricia Antoniete)





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